Philippe Perrenoud

quarta-feira, 6 de junho de 2012

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ESCOLA

Segundo Perrenoud (1999), a escola não aceita inovações, jamais toparia romper com o tradicionalismo, pois as práticas pedagógicas e didáticas não estão voltadas para a construção de competências. Pode-se afirmar que a abordagem por competências na escola é uma questão de continuidade, pois a escola só aceita a idéia de competências quando os conteúdos de competências guiam os conhecimentos disciplinares. Enfim, a escola tem o receio de envolvimento da abordagem das competências porque seria questionada a respeito do funcionamento das práticas pedagógicas e didáticas.

O desenvolvimento das competências é o caminho para a escola modernizar a educação. A escola não pode ficar na mesmice de apenas transmitir conhecimentos, mas ir em busca de desenvolver as competências dos alunos, por meio de projetos. A escola deve conscientiza-se que o ensino deve ser encarado como uma forma de preparação para a vida toda. Daí deve-se analisar determinadas situações e ações para o desenvolvimento de competências, a fim de gerar conhecimentos. Mas para haver o desenvolvimento das competências é necessário trabalhar por resolução de problemas e projetos, a fim de desafiar os conhecimentos dos alunos.

A escola não é o único ambiente do sucesso e fracasso escolar. A aprendizagem deve ter a finalidade de capacitar o aluno a mobilizar suas aquisições escolares em qualquer ambiente para que se torne um ambiente pedagógico. A escola frequentemente tenta esconder o seu próprio fracasso de uma maneira ou de outra, quando não deveria , pois ela própria fabrica e seleciona o fracasso. Sua organização proíbe de tentar algo novo. Ao findar o ano letivo, a escola deveria se prontificar a tomar medidas específicas, intensivas e originais para alguns alunos, porque o que se tem visto na escola é a reprovação dos alunos mais fracos, enquanto os outros obtêm a aprovação, como se isso garantisse uma aprendizagem significativa.

O desenvolvimento de competência não é simplesmente acompanhar um programa; exige a continuidade de sua construção e testagem. O programa é insignificante, o que se deve ser feito é buscar resoluções para o problema que não foi solucionado com a ação pedagógica. Dessa forma, a escola deve sair da mesmice para não repetir a ação pedagógica, mas criar novas estratégias para resolução de um determinado problema.

ENSINO

Em sua obra Construir Competências Desde A Escola Philippe Perrenoud analisa o ensino, como uma preparação para a vida toda. Para ele desenvolver competências deve partir da análise de situações, da ação derivando conhecimentos, ou seja, ensinar aos alunos a resolver situações complexas do cotidiano, não apenas transmitindo conhecimentos é preciso trabalhar situações reais através de projetos que venham a desenvolver as competências dos educandos.

O exercício da transferência faz parte do trabalho regular da escola.Tratando-se de um ensino por competências, o problema da transferência de conhecimentos pode ser resolvido, já que, muitas vezes, a escola não tem a preocupação de relacionar o que se aprende durante a escolaridade, os conhecimentos disciplinares aprendidos às situações da vida. A transferência e a mobilização das capacidades precisam ser treinadas, e isso exige tempo, etapas didáticas e situações apropriadas, que hoje não existem.

Para Perrenoud o ensino por competências tem implicações para o ofício de docente, tais como:
  • Considerar os conhecimentos como recursos a serem mobilizados;
  • Trabalhar regularmente com problemas;
  • Criar ou utilizar outros meios de ensino;
  • Negociar e conduzir projetos com seus alunos;
  • Adotar um planejamento flexível e indicativo e improvisar;
  • Implementar e explicitar um novo contrato didático;
  • Praticar uma avaliação formadora em situações de trabalho;
  • Dirigir-se para uma menor compartimentação disciplinar.
Na perspectiva de criar ou utilizar outros meios de ensino Perrenoud analisa que não há necessidade de utilizar os métodos como cadernos de exercícios ou de fichas, mas sim de situações interessantes, que levam em conta a idade e o nível dos alunos, o tempo disponível, e as competências a serem desenvolvidas.
Sendo assim, seria importante que os editores ou os serviços de didática colocassem à sua disposição ideias de situações, pistas metodológicas e materiais adequados para auxiliar o professor quanto ao ensino.

APRENDIZAGEM

Perrenoud acredita que o papel do professor é reconhecer, acompanhar e conduzir os alunos ao domínio dos objetivos apresentados no currículo escolar, de forma que estes alunos estejam envolvidos em suas aprendizagens e em seu trabalho na pratica de avaliações formativas. Através desse apoio e acompanhamento serão criados assim em sala de aula ambientes mais próximos e sem barreiras para ambos interagirem. Os professores precisam estar atentos para que os alunos encontrem o caminho para atingir esses objetivos dentro dos ciclos anuais de aprendizagem, e devem reconhecer também o ritmo como esse aluno acompanha e assimila esses conhecimentos transmitidos, para evitar que a sua forma de abordagem e troca de conhecimentos estejam a privilegiar apenas parte da sua turma e não o seu todo, como é o objetivo do ciclo escolar.
Apresenta uma nova visão para o oficio de professor, onde este é roteirizado por uma pratica reflexiva, de profissionalização do individuo, trabalho em equipe e por projetos, com autonomia e responsabilidades crescentes, acreditando em uma pedagogia diferenciada e sensível as situações de aprendizagem, redelineando assim a atividade docente.
Em seu livro “10 Novas Competências para Ensinar” Perrenoud apresenta como ideia central a retirada do professor da zona de conforto para a realização de uma prática reflexiva de seu ensino/aprendizagem, onde o foco deve estar voltado para o envolvimento do aluno nas atividades, os mantendo interessados e motivados a concluir a sua trajetória escolar de forma consciente e participativa, deixando de lado a antiga imagem do aluno receptor de informações, para despertar e incentivar  esse individuo na realização e criação dos seus projetos pessoais, quebrando a nostalgia pré-existente no ambiente escolar, tornando o ambiente mais atrativo ao aprendizado e crescimento desse aluno.
E o autor espera que todo professor saiba reconhecer as dificuldades apresentadas pelos seus alunos, no que diz respeito à passagem e troca de conhecimentos durante o ciclo escolar, e que a partir do reconhecimento dessas demandas presentes em suas classes e grupos, este professor busque, através da sua formação continuada, as respostas necessárias para solucioná-las. O professor deve sempre se questionar e refletir sobre a sua pratica pedagógica, verificando os pontos onde está tendo uma aceitação positiva sobre a sua maneira de ensinar, e melhorar sempre nos pontos em que não esteja indo tão bem, ou com déficit da aceitação esperada.
Outro ponto de suma importância que Perrenoud cita em seu livro é a participação e o envolvimento dos pais e responsáveis pelos alunos no ambiente escolar, pois a tarefa de educar o aluno para a vida social deve ser dividida entre a casa e a escola, e o principal mediador para a criação desta ponte é o educador, através de reuniões para a troca transmissão de informações sobre o educando, para que estes acompanhem o desenvolvimento de seus filhos e partilhem com o educador dados que possam ajudar ainda mais estes alunos.

BIBLIOGRAFIA
Philippe Perrenoud
Philippe Perrenoud nasceu na Suíça, em 1944. Doutor em Sociologia e Antropologia, atualmente, é professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, na Universidade de Genebra das áreas de currículo escolar, práticas pedagógicas e instituições de formação. Também é diretor do Laboratório de Pesquisas sobre a Inovação na Formação e na Educação (Life), de Genebra.

É uma referência para os educadores no Brasil pelo fato de suas idéias pioneiras sobre a profissionalização de professores e a avaliação de alunos serem hoje consideradas fonte única para todos pesquisadores em educação e assessores em políticas educacionais, estando na base, inclusive, dos Novos Parâmetros Curriculares Nacionais e do Programa de Formação e Professores Alfabetizadores do MEC (PROFA), estabelecidos pelo MEC.

 É autor de vários títulos importantes na área de formação de professores, tais como:
  • Avaliação – da excelência à regulação das aprendizagens;
  • Pedagogia Diferenciada; Construir as competências desde a escola;
  • Dez novas competências para ensinar.
Seu interesse em estudar as problemáticas educacionais surgiu durante o seu doutorado em Sociologia, quando teve a oportunidade de estudar o processo de evasão escolar e suas referências com as desigualdades sociais. Perrenoud propõe, a partir de suas experiências na área pedagógica, um modelo educacional baseado em ciclos de três anos, no qual a criança dispõe desse período para desenvolver as competências de sua faixa etária.

 TRECHO

“Não é possível formar professores sem fazer escolhas ideológicas. Conforme o modelo de sociedade e de ser humano que defendemos, não atribuiremos as mesmas finalidades à escola e, portanto não definiremos da mesma maneira o papel dos professores. Eventualmente, podemos formar químicos, contadores ou técnicos em informática abstraindo as finalidades das empresas que os contratarão. Podemos dizer, um pouco cinicamente, que um bom químico vai continuar sendo um bom químico tanto no caso de fabricar medicamentos ou drogas. Que um bom contador vai saber lavar dinheiro ou aumentar o capital de uma organização comunitária. Que um bom técnico em informática poderá servir tão eficazmente à máfia quanto à justiça. As finalidades do sistema educacional e as competências dos professores não podem ser dissociadas tão facilmente. Não privilegiamos a mesma figura do professor se desejamos uma escola que desenvolva a AUTONOMIA ou o conformismo, a ABERTURA DO MUNDO ou o nacionalismo, A TOLERÂNCIA ou o desprezo por outras culturas, o GOSTO PELO RISCO INTELECTUAL ou a busca de certezas, o ESPÍRITO DE PESQUISA ou o dogmatismo, o SENSO DE COOPERAÇÃO ou a competição, a SOLIDARIEDADE ou o individualismo."

Philippe Perrenoud -  As Competências para ensinar no século XXI


Livros Publicados
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

- Bibliografia:
TEORIAS PEDAGÓGICAS: PHILLIPE PERRENOUD (acesso em 19/05/2012) Disponível em <http://www.fae.ufmg.br/teoriaspedagogicas/perrenoud.htm>
EDUCAR PARA CRESCER (acesso em 20/05/2012) Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_296368.shtml

PERRENOUD, Philippe. DEZ NOVAS COMPETENCIAS PARA ENSINAR. Porto Alegre: Artmed, 2000. 192 p.

DREYER, Diogo; RISCHBIETER, Luca. Entrevista: O pensador dos ciclos. Disponível em: <http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0108.asp>. Acesso em: 30 abr. 2012.

HAMZE, Amélia. Fundamentos para a pedagogia diferenciada. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/fundamentos-para-pedagogia-diferenciada.htm>. Acesso em: 30 abr. 2012.

MIGLIACCI, Paulo. Philippe Perrenoud: O futuro da escola nos pertence. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u511.shtml>. Acesso em: 30 abr. 2012.

Atividade 2 de PPP III
Equipe:
Helane
Juliana
Polyana Rolim
Silvana

Pedagogia (3º Semestre) Iguatemi


Pedro Demo

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ESCOLA, ENSINO E APREDIZAGEM

Segundo Pedro Demo a escola sugere um trabalho de desenvolvimento, embora exista resistência por parte de alguns educadores, nota-se a importância de conscientização de alguns docentes para uma completa admissão do lúdico nas aulas e influenciando numa infância bem vivida em termos lúdicos que reflete positivamente ao longo da existência do sujeito. Desta forma, investir em recursos, metodologias e estratégias de ensino de caráter lúdico tais como: jogos, brincadeiras, teatro, representações etc. estimulando um aprendizado prazeroso, além de não incidir em custos e ser acessíveis às escolas públicas. A escola deve possuir diversos instrumentos de avaliações que sirvam de suportes para desenvolver as propostas e práticas pedagógicas onde os alunos são considerados sujeitos ativos e o conhecimento não é transmitido, mas sim construído. Para Pedro Demo:

“...o papel da escola torna-se ainda mais específico, ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola tenderá torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento”.(DEMO,1993:244)

Pedro Demo ressalta que a escola está distante dos desafios do século XX, pois os discentes da atualidade que serão lançados para o mercado de trabalho serão obrigados a manusear computadores, mas a maioria das  instituiçoes de ensino não usam. Algumas crianças já possui acesso as tecnologia e com isso se desenvolvem de  formas diferentes, elas gostam menos ainda da escola tradicional, porque acreditam que aprendem melhor usando a internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância para isso e estamos paralisados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo buscando novos horizontes buscando por fim uma linguagem do século XXI “tecnologia, internet” que aceita uma forma de conhecimento diferenciado e inovador. Logo a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo dos alunos, não que a escola esteja em risco de extinção, mas nós temos que mudar a escola para que ela se situe nas tendências do século XXI, e é aí que temos que fazer uma grande mudança, para ele essa grande mudança começa com o professor, ou seja, cuidando do professor, porque todas essas mudanças só entram bem na escola se entrarem pelo professor e ele é a figura fundamental. O professor é a tecnologia das tecnologias, e deve se portar como tal, ser professor não é simplesmente dar aulas, não é instruir, é cuidar que o aluno aprenda. Partir do aluno, da linguagem dele, e cuidar dele, não dar aulas. Pedro Demo afirma que:

“Para atingir patamares aceitáveis de qualidade educativa da população é estratégia primordial resolver a questão dos professores. A questão dos professores é complexa, incluindo pelo menos dois planos mais relevantes: valorização profissional e competência técnica. O problema é de qualidade formal e política.” (DEMO,1993 pg.87)

Nesta concepção a educação popular tão desejada está muito longe de ser concretizada, sendo uma ação incitada pela politica de educação e desta maneira o educador tem a ideia de está sendo apoiado pelas politicas em projetos, mobilizando a educação no seu âmbito escolar, entretanto, não consegue esse apoio na comunidade. Pedro Demo acredita que o papel da escola torna-se ainda mais específico,  ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento. (DEMO, 1993:244) Pedro Demo assegura que o ensino aprendizagem, só acontece se houver a qualidade de ensino, e para que isso ocorra é necessário ser avaliado em diversos olhares entre educadores, e o mais importante é que se faça uma imagem propícia da educação primária no que diz respeito à qualidade de ensino na educação, contando com o apoio do educador, entretanto, a escola deve conservar a sua autonomia diante dos discentes e docentes, realizando um trabalho onde todos os sujeitos possam interagir dentro ou fora do ambiente escolar, sendo assim um trabalho produtivo e qualitativo no processo de ensino e aprendizagem. Demo afirma que:


“A aprendizagem supõe pelo menos dois componentes interligados: o primeiro, é o esforço reconstrutivo pessoal do aluno; o segundo, é uma ambiência humana favorável, onde se destaca o papel maiêutico do professor”.(DEMO, p.167).


 Não esquecendo que o papel da escola é o principal, logo ela deve preparar maneiras de incentivar a inteligência do aluno desenvolvendo suas capacidades, promovendo meios pedagógicos aos docentes, que são os guias das novas estratégicas de aprendizagem que precisa ser ativa, construída pelo educando a partir da sua interação com os conteúdos socioculturais promovendo um ensino ativo, pois, ele se forma dentro das interações que nos ocorrem em diversos contextos sociais. A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado da sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber e que tudo que se quer de um aluno é que ele saiba pensar e ao mesmo tempo seja a imagem e semelhança do seu professor. Entretanto ao longo dos anos os professores em sua formação não são incentivados a pensar, pesquisar e elaborar, ou seja, durante a sua formação só assistem aulas e fazem provas. Quando esses docentes vão dar aulas, fazem a mesma coisa, tornando assim um ciclo vicioso. Sendo assim os professores fingem que dão aula e os alunos fingem que aprendem, atrapalhando o hábito de pensar. Sendo assim Demo acredita que a pesquisa é um item fundamental para o aprendizado tanto do educador como do aluno, pois, se quisermos alunos que estudem bem, precisamos inventar professores que estudem bem também. E que esses docentes deverão “usar e abusar” das novas tecnologias para tornar o estudo mais prazeroso e menos chato, mesmo que exija o mesmo esforço e dedicação do costume convencional, uma vez que com essas novas tecnologias pode-se encarar o estudo de uma forma mais ampla. Na contemporaneidade, o docente deve ser um pesquisador, que assume um acordo com o questionamento reconstrutivo a fim de ir além de uma simples socialização do conhecimento educativo, emitindo com prioridade à competência renovada do professor, que pode encontrar em outros expedientes subsídios de peso, tais como: a adequação física dos prédios, apoios didáticos e assistenciais, instrumentações eletrônicas. (DEMO, 1993: 245). Portanto, o educador é o mediador do conhecimento e a sociedade cobra e exige competência com a finalidade da qualidade de ensino. Segundo Demo para que o ensino aconteça não importa que uma atividade esteja categorizada como "tradicional" ou "inovadora", o importante são as propostas de trabalho reunidas sob determinadas condições a partir dos problemas formulados pelo uso da escrita, contemplar diferentes procedimentos, admitir diferentes respostas, gerar alguma aprendizagem a respeito do sistema pedagógico em todos os membros do grupo, favorecer o debate e a circulação de informações, garantir a interação entre os membros, propiciar uma crescente autonomia na busca de informação. Demo ressalta a interdisciplinaridade como eficaz ao sucesso do ensino e da aprendizagem e o zelo com os educandos, para que estes não percam a uma dupla oportunidade: acesso à qualidade formal, quando não aprendem a aprender; acesso à qualidade política, quando não recebem motivação para a politicidade do curso. Pois aí não se forma nem o profissional, nem o cidadão. Diante desta temática se observa aspectos importantíssimos no processo ensino aprendizagem que é o da relação construída entre professor e aluno, e por isso que é imprescindível à presença do professor, enquanto elo no processo ensino aprendizagem, na direção de uma consciência de cidadania.




http://www.youtube.com/watch?v=5M3aTST4yQs


Biografia

Pedro Demo

Quem é Pedro Demo?

Pedro Demo nasceu em Pedras Grandes, Santa Catarina em 1941, de pais agricultores (viticultores), onde fez a escola primária. Com nove anos entrou no Seminario dos Franciscanos em Rodeio, SC, e depois em Rio Negro, PR, para, a seguir, cursar até ao segundo grau em Agudos, SP (até 1960). tem formação básica em teologia e filosofia e doutorado em sociologia pela Universidade de Saarbrucken, na Alemanha. Professor titular da Universidade de Brasília tem atuação acadêmica destacada na política social e na metodologia científica. Ultimamente, vem dedicando-se especialmente à educação contemplada sob a ótica do desenvolvimento. Conferencista e consultor publicou mais de trinta livros, dentre eles, pela Editora Vozes, Petropólis, RJ: Cidadania Menor, 1992; Desafios Modernos da Educação, 6ª ed., 1997; Conhecimento Moderno, 1997; Questões para a Teleducação, 1998.

Algumas obras do autor Pedro Demo



Referencias Bibliográficas

Disponível em:<http://www.claresencia.blogspot.com/.com Acesso em: >24/04/2012.
Disponível em:<http://www.webartigos.com Acesso em:> 24/04/2012.
Disponívelem:<http://www.nteitaperunablogspot.com.br/  Acessoem:>24/04/2012.
Disponível em:< http://www.cafecomsociologia.com Acesso em:> 24/04/2012.
Disponível em:< http://www.webartigos.com/artigos Acesso em: >24/04/2012.
Disponível em:< http://pedrodemo.sites.uol.com.br/ Acesso em:> 24/04/2012.
Disponível em:< http://www.faders.rs.gov.br. Acesso em:> 24/04/2012.
Disponível em: <http://www.ebah.com.br/Acesso em> 24/04/2012.
Disponível em:< http://www.artigonal.com Acesso em:> 24/04/2012.
Disponível em:< http://www.pedagobrasil.com.br Acesso em:> 24/04/2012.
Demo, Pedro, 1941- Avaliação qualitativa, 7ª ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados 2002, (Coleção Polemicas do nosso tempo: 25).
Demo, Pedro, 1941 - Educação e conhecimento: relação necessária, insuficiente e contravesa, Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
Demo, Pedro, 1941-Educar pela pesquisa, 2ª ed. Campinas, SP: Autores associados, 1997. -(Coleção educação contemporânea)
Demo, Pedro, Metodologia para quem quer aprender, São Paulo: Atlas, 2008.131p.

Atividade 2 de PPP III
Equipe:
Ednilvia Santos Alves Gonçalves
Florisceia Melo S. Carlomagno
Jerusa Lisboa Silva
Maria Lucia De O. Araujo
Norma Sueli Da Silva

Pedagogia (3º Semestre) Iguatemi

José Carlos Libâneo

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DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

 

 Para Libâneo a educação deveria servir como um instrumento de luta para a compreensão e transformação dos conceitos sociais. Valorizava o uso de um conhecimento que possibilitasse a liberdade intelectual e política para as que as pessoas dessem real significado à informação, julgando-a criticamente e tomando decisões mais livres e acertadas. Assim, ele propõe quatro pilares básicos para a escola de hoje, que juntos formam uma unidade, depende um da realização dos outros. O primeiro deles é o de preparar os alunos para o processo produtivo e para a vida na sociedade atual, investindo na formação geral, isto é, no domínio de instrumentos básicos conhecimentos, conceitos, habilidades, valores, atitudes que propiciem uma visão de conjunto das coisas, capacidade de tomar decisões, de fazer análises globalizantes de interpretar informações, de trabalhar em equipes interdisciplinares etc. Em segundo lugar, auxiliar os alunos nas competências do pensar autônomo, crítico e criativo, para que estes possam desenvolver a capacidade de aprender, de desenvolver os próprios meios de pensamento, de buscar informações. O terceiro é a formação para a cidadania crítica e participativa, onde escolas criem espaços de participação dos alunos dentro e fora da sala de aula de forma organizada onde estes possam praticar democracia, iniciativa, liderança e responsabilidade. O quarto objetivo é a formação ética. É urgente que os diretores, coordenadores e professores entendam que a educação moral é uma necessidade premente da escola atual e que eles precisam constantemente investir na capacitação efetiva para empregos reais e na formação do sujeito político socialmente responsável. Ele acreditava na reforma educacional como objeto de transformação e crescimento e por isso mesmo ficou conhecido como um dos maiores pensadores do nosso país, contribuinte importantíssimo na defesa intransigente da consolidação de uma escola pública de qualidade em nosso País. O autor traz uma orientação de pedagogia Crítico-social, apreciando o individualismo de cada um, com a intenção de transformação do indivíduo para que estejam capazes diante de qualquer situação perante a sociedade. É abordado que a escola é um ambiente de ensino e aprendizado, visto que o conhecimento é difundido para o encontro das camadas populares, pois se trata de um meio de socialização e é na instituição de ensino que existe a contribuição para a democratização.
 Para o autor o conceito de escola é definido em um local onde se encontra o conhecimento para buscar ensinamentos e bons envolvimentos entre os indivíduos. Esse ambiente criado especificamente para o aprendizado dos alunos, pois é na escola que se faz um cidadão e nessa instituição de ensino que se caracteriza a colaboração para a democratização, ajudando a cumprir a sua função e consequentemente leva o cidadão a ser um aprendente, com o intuito de construir conhecimentos. A instituição escolar deve ser um ambiente de transformação de relações sociais, não de reprodução da sociedade como ela é. Deve-se constituir, portanto, num ambiente que promova a mediação entre o aluno e o mundo da cultura construída socialmente, visando transmissão e apropriação ativas do conhecimento e habilidades com atuação crítica e analítica sobre o modo de produção predominante na sociedade.
Na visão do autor a concepção de ensino está relacionada no encontro do aluno com o conhecimento geral, provocado pelo professor. O discente como receptivo do ambiente em que vivência passa a absorver os conteúdos envolvidos. A área pedagógica tem a responsabilidade de participar na concordância dialética na prioridade da atividade do discente, na obtenção do saber transferido pelo docente. Libâneo deixa claro que o ensino é uma relação entre sujeito e objeto de informação, com isso resulta em um processo educativo. As atividades de ensino envolve no conceito do autor a prática social, no qual o profissional de educação deve está comprometido no que diz respeito às condições socioculturais, além de propiciar o envolvimento do aluno com os conteúdos e afirmar os resultados desse encontro. O professor tem que fazer com que os alunos se interessem, descubram situações que conquiste cada indivíduo para que eles tenham empenho pelo ensino. Buscando cada vez mais domínio do conteúdo que é ensinado, utilizando métodos criativos para transmiti-los.
 Para Libâneo o modo que existe de ensino na escola pública é um método decaído que não compromete as camadas populares. O ato educativo é um momento de interação social onde pode se perceber de forma clara para onde convergem fatores econômicos sociais e psicológicos. As condições econômicas, sociais biológicas e psicológicas uma vez que expressam circunstancias da realidade social e global, são mediações entre o social/individual e individual/social e que dificultam e/ou favorecem o acesso dos alunos ao saber escolar.

"Empenhem-se no domínio das formas que possam garantir às camadas populares o ingresso na cultura letrada, vale dizer, apropriação dos conhecimentos sistematizados. E, no interior das escolas, lembrem-se sempre de que o papel próprio de vocês será provê-las de organização tal que cada criança, cada educando, em especial aquele das camadas trabalhadoras, não veja frustrada a sua aspiração de assimilar os conhecimentos metódicos incorporando-os como instrumento irreversível a partir do qual será possível conferir uma nova qualidade às sua lutas no seio da sociedade". (SAVIANI,1985)


 Segundo Libâneo o processo de aprendizagem consiste num ato dialético, onde o professor atua como mediador entre as experiências sociais concretas que tem o aluno e o saber novo que tem a escola a lhe ensinar. Ocorre, então, a contraposição entre o conhecimento que traz o aluno ao novo conhecimento que este adquire, gerando assim um saber mais evoluído e fundamentado em suas experiências sociais, por este motivo, o processo torna-se significativo, motivador e mais interessante para o aluno.

José Carlos Libâneo 

BIOGRAFIA
 
José Carlos Libâneo nasceu em Angatuba, cidade do interior do estado de São Paulo, no ano de 1945 e cursou o ensino fundamental e médio no Seminário Diocesano de Sorocaba (SP). Graduou-se em filosofia na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em 1966. Em 1984 tornou-se “MESTRE” em Filosofia da Educação e “DOUTOR” em Historia e Filosofia da Educação em 1990. Iniciou suas atividades profissionais em 1967, como Diretor do Ginásio Estadual Pluricurricular Experimental (SP), por seis anos onde pode aplicar as teorias pedagógicas de John Dewey. Em 1973 fundou e dirigiu por três anos o Centro de Treinamento e Formação de Professores da secretaria da Educação Estadual em Goiânia. A partir de 1975, tornou-se professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás onde coordenou por 4 anos o curso de mestrado em Educação. Entre 1976 e 1980 foi afastado das suas atividades inclusive da secretaria de educação por ter seus direitos cassados pelo regime militar, onde passou a atuar em uma empresa particular na área de recursos humanos e depois passou a dirigir uma escola particular Colégio Vocacional de Goiânia . Em 1980, obteve a anistia e pode voltar a lecionar na UFG na graduação e na pós-graduação, sendo que por 4 anos foi coordenador do mestrado em Educação Brasileira  e aposentou-se como professor titular em 1996. Desde 1997 até a presente data é Professor Titular da Universidade Católica do Goiás, atuando na pós-graduação, na graduação e sendo vice-coordenador do mestrado em educação. Pesquisa sobre temas como: Teoria da Educação, Didática e organização escolar, além de ministrar palestras em todo o Brasil, em universidades e para secretarias de educação. É consultor do CNPq , do CAPES e de varias associações cientificas e sindicais.   
Libâneo é o autor da teoria “tendências pedagógicas”, porém é a favor da tendência crítico-social dos conteúdos. Ele afirma também que esta tendência prioriza os conteúdos culturais universais, que são incorporados pela humanidade no seu confronto com as realidades sociais. Seus ensinos são pautados no estímulo ao desenvolvimento da consciência crítica de cada indivíduo a fim de despertá-lo para a sua condição de oprimido e proporcionar a ele subsídios para que venha a se tornar um agente transformador da sociedade.

Principais obras publicadas:
  • ACELERAÇÃO ESCOLAR – Estudos sobre educação de adolescentes e adultos Edição do Autor (1976).
  • DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA - A pedagogia crítico social dos conteúdos Cortez Editora 1985, (2002, 20° edição
  • DIDÁTICA Cortez Editora 199, (2002, 21° edição)
  • ADEUS PROFESSOR, ADEUS PROFESSORA? – Novas exigências educacionais e profissão docente Cortez Editora 1998, (2002, 6° edição)
  • PEDAGOGIA E PEDAGOGOS, PARA QUÊ? Cortez Editora 1988, (2002, 6° Edição).
  • ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA. Editora Alternativa 2001, (2002, 5° edição)

 REFERÊNCIAS:
LIBÂNEO, José Carlos- Democratização da Escola Publica- A Pedagogia critico-social dos Conteúdos. São Paulo. 13. Ed. Editora Loyola, 1985.



Disponível em: http://www.ucg.br/sitedocente/edu/libaneo/pdf/curriculumvitae.pdf. Acesso em 08 de maio de 2012.

Disponível em: http://www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules Acesso em 28 de maio de 2012.

Atividade 2 de PPP III
Equipe:
Lane Andrade
Marijane Silva
Jane Carvalho
Adriana Bastos
Carla Pereira
Pedagogia (3º Semestre) Iguatemi